O
motor turbinado gera um aumento de potência
por volta de 50%, podendo chegar perto de 100%.
No caso desse tipo de adaptação, é uma turbina
que faz a aspiração da mistura ar/combustível
para o interior dos cilindros. A instalação
não é bem simples como aspirar um motor, mas
conserva as características originais dele.
A turbina é colocada no coletor de escapamento,
sendo esse o local mais adequado. Certamente,
o turbo é uma ótima opção de quem está querendo
aumentar a potência de seu carro. Não existem
desvantagens para o motor com ele instalado
mas é necessário tomar alguns cuidados bem importantes
para não quebrar o seu motor. O turbo aumenta
consideravelmente a temperatura do motor. Com
isso é necessário uma melhor atenção na sua
conservação. Fique atento a qualquer vazamento
de fluídos de refrigeração, etc. O ar que será
aspirado exige uma passagem por um bom filtro
de ar. Fique atento também para a pressão do
turbo. É aconselhável a utilização de 0,5 bar
de pressão. Assim não se corre o risco de quebra
de motor. Mas se você quer mesmo é competir,
então coloque uma pressão bem mais alta, como
1,7 bar. Com pressões acima disso, é preciso
um trabalho bem maior para instalar o turbo.
Possivelmente terá que abrir o motor, ou trocar
combustível, alguma coisa desse tipo. Sem contar
que ele pode lhe custar muito caro e que é contra
a lei, pois muda as características originais
do carro. No caso de 0,5 bar, ainda está dentro
da lei.
Qual
a durabilidade de um motor turbinado?
Se a estrutura do motor for respeitada e a pressão
utilizada for compatível (entre 0,4 e 0,6 bar
mantendo-se o combustível original) a vida útil
não é alterada e o risco de quebra está afastado.
É importante lembrar que o motor tem a mesma
durabilidade de um motor naturalmente aspirado,
que consiste em: uso, manutenção e combustível
de boa qualidade. Tenho relatos de veículos
que rodaram mais de 100.000km com turbo, e rodam
até hoje.
Todo
carro pode receber um kit de turbo?
Sim. Salvo raras exceções, qualquer veículo
pode ser turbinado. Os kit's contam com um coletor
de escapamento tubular que é feito sob medida,
respeitando todos os outros componentes do motor,
como alternador, compressor de ar condicionado,
entre outros. Não há restrições quanto a injeção
eletrônica de combustível.
História
O
primeiro turbocompressor que usava como força
motora os gases de escapamento foi desenvolvido
na Suíça, entre 1909 e 1912 por Alfred J. Buchi,
engenheiro-chefe do Grupo Sulzer. Em 1915 Alfred
propôs o primeiro protótipo de um motor ciclo
Diesel turboalimentado, mas não foi apoiado.
No ramo aeronáutico a empresa americana "General
Eletric" desenvolvia turbocompressores
desde 1910.
Na Primeira Guerra Mundial os turbocompressores
foram usados ainda com alguma ressalva, mas
durante a Segunda Guerra Mundial ocorreu o seu
verdadeiro desenvolvimento.
A Garret, marca mais conhecida de turbocompressores,
foi fundada em 1936 por "Cliff" Garret.
Entre o fim dos anos 40 e início dos anos 50
se incumbiu de projetar pequenas turbinas a
gás, de potência de 20 a 90cv. A empresa hoje
faz parte da AlliedSignal Automotive, grupo
americano que engloba também a Bendix, Fram
e Autolite. Desde então o desenvolvimento de
turbocompressores não parou. Hoje temos como
fabricantes Schwitzer, IHI, Holset, e a própria
Garret, ente outros. Seu uso é largamente difundido
em carros de passeio e corrida, caminhões, ônibus,
máquinas agrícolas, indústrias náutica, de mineração,
de construção, bélica, de aviação e de geração
de energia.